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Estilo de Vida 02/05/2020

O K-pop e a onda coreana

A indústria de entretenimento e cultura da Coréia do Sul é uma das mais bem sucedidas do planeta e o grupo BTS, parceiro da Hyundai, é um dos maiores expoentes da K-pop, a música popular coreana

Já há algum tempo que música popular sul-coreana, conhecida como K-pop, extrapolou as fronteiras do país e se transformou em um fenômeno global, angariando fãs e arrastando multidões em vários continentes. Fato é que o K-pop - e a cultura coreana em geral - cada vez mais aumentam a sua influência pelo mundo, em um movimento chamado de Hallyu (onda coreana). A sua importância vai muito além do cenário artístico-cultural, tendo se transformado em um fundamental pilar da economia daquele país.

Historicamente, trata-se de um fenômeno recente, e em relação ao K-pop, pode-se atribuir dois importantes momentos. O primeiro movimento aconteceu em 1992, com o que se pode chamar de nascimento artístico do gênero. Em um show de talentos nacional, o grupo Seo Taiji and Boys se apresentou com um estilo totalmente diferente do que se via no cenário musical local. Suas canções tinham uma intrigante mistura de gêneros, como pop, rap, eletrônico, hip-hop e rock alternativo, apresentadas com performances inspiradas nas boy bands americanas, marcadas pelas danças coreografadas. Logo, outras bandas surgiram seguindo o mesmo estilo, fazendo grande sucesso no país. Não demorou muito para o K-pop chegar à China e se espalhar por outros países asiáticos.

Planejamento governamental

O segundo momento nada tem a ver com arte. Cinco anos depois, em 1997, o sudeste asiático viveu uma de suas piores crises financeiras da história, que levou vários países da região a uma grave recessão, conhecida como Crise dos Tigres Asiáticos, que acabou ganhando escala global e atingiu praticamente o mundo inteiro. No ano seguinte, vislumbrando o potencial do K-pop e da indústria de entretenimento em geral, o governo da Coréia do Sul criou um plano estruturado para apoiar o seu desenvolvimento. O governo aumentou as verbas do Ministério da Cultura para fomentar a produção artística - e o K-pop tinha atenção especial, com um departamento especialmente dedicado. Foram oferecidos subsídios para grupos iniciantes de K-pop e a promoção de festivais pelo país - além de ações em outras áreas, como o financiamento do Conselho Coreano de Cinema (o recente Oscar de Melhor Filme de um filme coreano, como se vê, não é obra do acaso) e a criação de centros de cultura coreana em outros países. O primeiro artista do K-pop a romper fronteiras asiáticas com destaque foi o rapper Psy, em 2012, com o sucesso “Gangnam Style”. Naquele ano, a Coréia do Sul já havia saltado para o 11º lugar no ranking de maiores mercados da indústria fonográfica - em 2008, ela ocupava o 30º posto. A lista mais recente, de 2017, mostra o país em 6º lugar.

BTS e a explosão global

Mas foi o grupo BTS que estabeleceu de vez a Coréia do Sul no mapa das potências do entretenimento global. Em 2017, a boy band faz história ao entrar para o top 10 de mais vendidos da Billboard e, no ano seguinte, bateu outra marca impressionante com o vídeo da Música “Idol”, que obteve 45 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas após sua publicação, superando “Look What You Made Me Do”, de Taylor Swift.

Já em 2019, o grupo conseguiu repetir uma façanha que não ocorria desde os Beatles e emplacou três álbuns no Top 200 da Billboard em um único ano. Nesse mesmo ano, nos dois shows que realizaram no Brasil, os 42 mil ingressos esgotaram-se em questão de minutos - muita gente não conseguiu assistir seus ídolos ao vivo. O BTS, acrônimo de “Beyond The Scene”, estreou em 2013 seguindo à risca a receita do Seo Taiji and Boys. Danças minuciosamente coreografadas e influência americana até em seus apelidos, canções em inglês e coreano, além da mistura de ritmos como hip-hop, música eletrônica e rhythm & blues. O grupo foi selecionado por meio de inúmeras audições com garotos convidados de toda a Coréia do Sul - o mesmo formato para a criação de boy bands famosas americanas, como Backstreet Boys, ´N Sync e One Direction. O primeiro a ser recrutado foi o rapper Kim Nam-joon (conhecido como RM, de Rap Monster), para ser líder do grupo. Depois veio outro rapper, Min Yoon-gi (Suga) e os dançarinos Jung Ho-seok (J-Hope), Jeon Jung-kook (Jungkook) e Park Ji-min (Jimin). Por fim, vieram os cantores Kim Tae-hyung (V) e Kim Seok-jin (Jin, que na época estudava para ser ator).

BTS e Hyundai

A Hyundai é parceira do grupo BTS desde 2018, quando os sete membros da banda foram nomeados embaixadores oficiais do novo Palisade, lançado no final daquele ano, no Salão de Los Angeles. O grupo participou campanhas publicitárias e ações digitais, além de comparecer em eventos como o Grammy e o Billboard Music Awards a bordo do imponente SUV com três fileiras de bancos.

Desde então, a parceria foi ampliada e o BTS estrelou outras ações globais da marca, como a recente #becauseofyou, para lançamento do Hyundai NEXO, SUV movido a hidrogênio. Para isso, os sete rapazes da boy band divulgaram mensagens ecológicas, em prol de um futuro melhor, baseadas no hidrogênio - uma fonte de energia limpa, que a Hyundai acredita que será uma das chaves para criar um futuro sustentável para a mobilidade.

A mais recente ação da parceria entre Hyundai e o BTS é a campanha #Darkselfiechallenge, que celebra o Dia da Terra, comemorado no dia 22 de abril. O desafio que estimula usuários de redes sociais a tirarem selfies no escuro, utilizando apenas a luz do flash do celular - e, claro, a criatividade.

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